Peça “Serafim” reflete sobre a complexidade do envelhecimento

Peça “Serafim” reflete sobre a complexidade do envelhecimento

A Praça Santos Andrade foi palco de uma cativante e envolvente demonstração sobre a inevitabilidade do tempo. Nesta quinta-feira (27), com apenas quatro elementos artesanais e dois minutos de duração, a peça catarinense “Serafim” garantiu horas de perplexidade para aqueles que o prestigiaram.

O texto autoral da atriz e bonequeira Anna Mock narra a história de uma avó e sua neta, que dividem sua casa com o pequeno pássaro Serafim. De forma inevitável, todos acabam
vivendo a experiência da passagem dos anos, com esperança e abertura sobre o que virá
adiante, considerando sempre “ser a fim de envelhecer com você ao lado”.

Seu tom aconchegante mostra a habilidade da atriz de transmitir sentimentos
complexos e transformá-los em algo concreto. Como consequência, a peça transborda na criação de um cenário que consegue abraçar o sentimento de nostalgia por completo, cativando quaisquer vítimas do tempo e da saudade que
transitavam pelas proximidades.

Nascida e criada no Sul do Brasil, Anne fixou em 2010 suas raízes no teatro de bonecos presentes na modalidade cênica “Lambe-Lambe”. O primeiro espetáculo dela desse gênero teve como inspiração o trabalho da bonequeira, palhaça e produtora Jô Fornari.

Para a atriz, o encanto teve início quando percebeu que “A animação nos permite levar para lugares da imaginação que nós, humanos, ainda não conseguimos”.

Além do ato de produção manual tanto dos bonecos quanto do cenário lambe-lambe, para ela esse gênero transmite o amor pela criação e, por meio dele, é possível mudar o mundo. Foi com essa percepção em mente que seu texto contemplando a passagem do tempo começou,
oficialmente, a tomar forma.

Segundo ela, a experiência da maternidade alterou a forma em que a natureza do envelhecer afeta sua noção do “futuro”. Ao dividir sua vida e seu amor com os dois filhos — o mais novo de 4 anos e o mais velho de 8 —, a atriz esclarece que, a partir do momento em que se tornou mãe “Não podia mais morrer, pois agora existem duas vidas que precisam de mim para viver”.

A obra com duração de 3 minutos seguirá com apresentações na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, nos dias 28/03 (sexta-feira) e 29/03 (sábado) às 16 horas, e tem classificação indicativa livre.

Como se encontra dentro da modalidade “pague quanto vale”, o ingresso deve ser pago na hora do espetáculo, caso assim desejado, e seu valor será considerado e definido particular e individualmente, pelo espectador.

Serviço:

  • 28/03 e 29/03, às 16h na Praça Santos Andrade
  • Fringe
  • Duração: 3 minutos
  • Pague quanto vale

Colaboração: Julia Marcondes, aluna UP

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