Oficina propõe ressignificação e conexão através do movimento e teatro

Oficina propõe ressignificação e conexão através do movimento e teatro

A oficina “Meu corpo é plástico ou de plástico?” teve início antes mesmo das atividades formais. À medida que os participantes chegavam, era possível sentir o acolhimento do ambiente. Um disco de vinil com meditações e um piano exposto, acrescentaram um toque especial à tarde de segunda-feira (31), na Casa Quatro Ventos.

Além das atividades individuais e em grupo, a oficina contou com conversas que trouxeram à tona os rótulos impostos ao longo da vida, que o teatro nos convida a ressignificar, tornando-nos mais plásticos no sentido de flexíveis, móveis e expansivos.

Durante as trocas de reflexão, um dos participantes, também estudante de teatro, Luís Ricardo Gomes, compartilhou que, apesar de ter recebido vários rótulos ao longo da vida, o teatro lhe permite ser o que quiser. “Eu posso usar tudo isso a meu favor. Acho que essa é a essência de se entregar às oficinas, onde você pode virar uma chave.” Ele ainda afirmou que cada experiência é única, com novas conexões e perspectivas.

Na oficina, conduzida pelas artistas Ana Carneiro e Clare Sommah, o corpo é reconhecido como ferramenta de expressão e energia. A atividade foca na movimentação dentro do espaço, explora diferentes sensações como tato, som, cheiro, temperatura, objetos e pessoas, além de trazer conexões genuínas e sensações leves.

Ana reforça essa ideia ao afirmar que “teatro é vida compartilhada”. Mais do que isso, destaca a importância desse compartilhamento dentro de um mundo que constantemente exclui aqueles que fogem de um padrão. “Eu acho que, nesse contexto, em que essas visões são exacerbadas, isso se torna ainda mais importante. Falo de uma paz verdadeira, global, de um modo de convivência com as diferenças.”

No fim da experiência, todos os seis participantes, tanto os que são próximos do teatro quanto os que não são, já haviam percebido que a presença cênica vai além do palco. A oficina não foi apenas uma prática teatral, mas sim um mergulho sensorial e emocional que ressignificou corpos e presenças.

Colaboração: Luma Brenaz, aluna Universidade Positivo com supervisão dos professores

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