Empresas precisam investir em requalificação profissional

Empresas precisam investir em requalificação profissional

O ambiente empresarial, que vem sendo marcado por mudanças rápidas nos últimos anos, enfrenta vários desafios. Com os novos hábitos de consumo, inovação em ritmo acelerado e o avanço da inteligência artificial, a força de trabalho precisa de uma melhor preparação e requalificação dos profissionais. Um dado importante do Fórum Econômico Mundial é que mais de 50% dos trabalhadores precisam atualizar suas habilidades devido à transformação tecnológica em curso.

Eu conversei com o CEO da Academic Ventures e partner regional da ESPM, o professor Zaki Akel, e ele me explicou que a maioria das empresas, conscientes das mudanças e desafios, está investindo em cursos, treinamentos e participação em eventos para seus colaboradores. Segundo Akel, as empresas que carecem de lideranças estão criando programas de desenvolvimento para manter colaboradores e junto com eles fidelizar clientes.

O CEO da Academic Ventures chama a atenção para o fato de que o Paraná passa por um período de grande desenvolvimento e vem crescendo acima da média nacional. Mas, para que este ritmo se mantenha, é fundamental que as empresas contem com novas ferramentas de gestão e escolas de negócios. Aliás, a Academic Venture fez parceria com a ESPM, que está em Curitiba desde 2024, com uma série de propostas e possibilidades de conexão entre a visão de inovação da escola e a visão que o Estado tem para o futuro. Além de Curitiba, os cursos da ESPM também serão levados para as regiões de Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa.

Quanto às perspectivas para 2025, Zaki Akel me disse que está otimista, porém no tocante aos negócios, ele destaca que a maior dificuldade está na falta de comunicação, na escassez de lideranças e no trabalho de equipe. De acordo com o professor, um dos cursos mais solicitados hoje pelas empresas é o de formação de lideranças.

Falando em liderança, por que as empresas não só do Brasil, como no mundo, estão carentes de líderes profissionais?

Se até há pouco tempo o futuro profissional era pautado pela ascensão de cargos e salários, com trabalhadores tornando-se líderes e chefes dentro das organizações, essa lógica mudou. Pesquisas apontam que mais de 60% dos profissionais preferem continuar no cargo atual, sem ambicionar ascensão. Essa característica ficou mais evidente com a pandemia de Covid19.

Zaki Akel me explicou que a falta de liderança é geracional. E isso tem obrigado as empresas a criarem programas de gestão de qualidade de vida no trabalho. Segundo o professor, o profissional mais jovem não busca apenas remuneração, mas quer saber dos propósitos da companhia onde trabalha. O que tem ajudado as empresas a solucionarem este problema é a criação de plataformas de retenção de talentos.  Além de ajudar a manter pessoas que se destacam, essa ferramenta ajuda na prospecção de novos colaboradores e na motivação e engajamento dos profissionais já contratados.

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