Mulheres, cultura e violência: Festival promove diálogos cruciais

Mulheres, cultura e violência: Festival promove diálogos cruciais

A edição deste ano do Festival de Curitiba traz muito mais do que performances teatrais e musicais, mas também oportunidades de debate para abordar temas relevantes com profundidade. “Mulheres, Cultura e Violência: Reflexões e Caminhos para a Transformação”, aconteceu no Teatro de Bolso, na quinta-feira (27).

A violência contra a mulher é um dos principais desafios enfrentados pela sociedade brasileira. O evento buscou ampliar o debate sobre as múltiplas formas de violência que afetam as mulheres e como a cultura pode ser um vetor de transformação social.

A palestra foi mediada pela advogada e ativista Gessika Bonetto e pela tesoureira do Instituto Alice Quintilhano, Ritta de Cassia. A organização oferece acolhimento a vítimas diretas e indiretas da violência doméstica. As palestrantes abordaram as diversas formas de agressão enfrentadas no cotidiano, desde a física até a simbólica, muitas vezes invisível, mas presente na cultura e nas relações sociais.

O evento também destacou como a cultura pode, ao mesmo tempo, perpetuar estereótipos e desigualdades, mas também ser um espaço de resistência e transformação. Filmes, músicas, livros e outras manifestações culturais frequentemente retratam ou reforçam estigmas que contribuem para a normalização da violência contra as mulheres. Em contrapartida, a cultura tem o poder de dar visibilidade a histórias de resistência e luta, oferecendo um caminho para a conscientização e a mudança.

Outro ponto discutido foi a importância das redes de apoio e da solidariedade. Nesse sentido, foi apresentado que o empoderamento feminino não pode ser visto como um ato isolado, mas como um movimento coletivo que depende de um esforço conjunto da sociedade. As palestrantes destacaram também o valor de políticas públicas eficazes, como medidas protetivas, suporte psicológico e o fortalecimento de delegacias especializadas no atendimento à mulher.

Elas enfatizaram que o poder transformador do empoderamento não se restringe apenas a uma resposta individual à violência, mas envolve um processo coletivo de recuperação, de reaproximação com a própria identidade e de luta pelos direitos fundamentais das mulheres.

Colaboração: Julia Budal, aluna UP

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