Tsunoda estreia pela Red Bull no Japão e faz projeção: “Grande desafio”

A surpreendente promoção de Yuki Tsunoda à equipe principal da Red Bull antes do Grande Prêmio do Japão deste fim de semana mudou completamente a dinâmica da terceira etapa da temporada 2025 da Fórmula 1, até agora dominada pela McLaren.

A escuderia austríaca tomou uma decisão drástica ao rebaixar Liam Lawson para a Racing Bulls após apenas duas corridas, abrindo espaço para que Tsunoda assuma o papel de companheiro de equipe do tetracampeão mundial Max Verstappen.

Único piloto japonês no grid, Tsunoda já carregava grande atenção do público, mas agora estará sob ainda mais holofotes ao estrear pela Red Bull em sua corrida em casa, no icônico circuito de Suzuka.

“Não poderia ser uma situação mais louca do que essa: primeira corrida, estreia com o carro da Red Bull e ainda no meu Grande Prêmio de casa”, disse o piloto em entrevista à Reuters, em Tóquio.

“Sei que a pressão que vou enfrentar será uma das maiores da minha vida. O grande desafio é me adaptar o mais rápido possível para já ter um bom desempenho em Suzuka”.

Agora em sua quinta temporada na Fórmula 1, Tsunoda mantém expectativas realistas e tem como meta um resultado entre os nove primeiros. O posto de segundo piloto da Red Bull tem sido um verdadeiro teste para os competidores que passaram por lá, e poucos conseguiram se firmar ao lado de Verstappen.

Liam Lawson, por sua vez, tenta encarar com resiliência sua rebaixamento, mas certamente buscará provar à Red Bull que a decisão foi precipitada. O neozelandês retorna ao carro da Racing Bulls em um circuito que conhece bem de sua passagem pela Super Fórmula japonesa.

Disputa acirrada no topo

A Red Bull precisará apresentar uma evolução significativa em relação às etapas de Melbourne e Xangai se quiser desafiar a McLaren em Suzuka. Caso contrário, Verstappen terá de contar com a chuva prevista para domingo para criar o caos que tanto favorece seu estilo de pilotagem.

O holandês chega ao Japão oito pontos atrás de Lando Norris na classificação do campeonato de pilotos e busca sua quarta vitória consecutiva no circuito.

No Mundial de Construtores, a Mercedes assumiu a vice-liderança e já soma 21 pontos de vantagem sobre a Red Bull, registrando seu melhor início de temporada desde 2021.

O desempenho consistente de George Russell, com dois terceiros lugares, e do jovem Andrea Kimi Antonelli, que já conquistou um quarto e um oitavo lugar, colocam a equipe como principal concorrente da McLaren.

A escuderia britânica, por sua vez, vem embalada por três vitórias consecutivas – algo que não acontecia desde 2012 –, com Oscar Piastri vencendo na China e Norris na Austrália. A dupla buscará ampliar a vantagem enquanto rivais como Ferrari e Aston Martin enfrentam dificuldades.

A Ferrari, que prometia ser uma das grandes forças da temporada, ainda não correspondeu às expectativas. Na última etapa, tanto Lewis Hamilton quanto Charles Leclerc foram desclassificados por irregularidades técnicas, um golpe duro para a equipe italiana.

Fernando Alonso, vencedor do GP do Japão em 2006 e 2008, ainda não conseguiu completar uma prova em 2025 com a Aston Martin. Já Carlos Sainz, terceiro colocado em Suzuka no ano passado com a Ferrari, segue se adaptando à Williams e busca seu primeiro grande resultado na nova equipe.

O GP do Japão promete ser um divisor de águas na temporada e pode redefinir o equilíbrio de forças entre Red Bull, McLaren, Mercedes e Ferrari. Com Tsunoda estreando na equipe principal, Verstappen tentando recuperar terreno e a previsão de chuva adicionando um elemento imprevisível, a corrida em Suzuka tem tudo para ser um espetáculo.

(Reportagem de Nick Mulvenney; edição de Peter Rutherford)

Este conteúdo foi originalmente publicado em Tsunoda estreia pela Red Bull no Japão e faz projeção: “Grande desafio” no site CNN Brasil.

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