Cenário exige abordagem estratégica por parte do Brasil, diz especialista

As tarifas recíprocas impostas pelos Estados Unidos na última quarta-feira (2) e as taxas de 25% sobre as importações de aço e alumínio têm gerado preocupações no cenário comercial brasileiro. Em entrevista à CNN, o diretor de Comércio Internacional da BMJ Consultoria e professor de Relações Internacionais da ESPM, José Pimenta, analisou as implicações dessas ações para o Brasil e as possíveis estratégias de resposta.

Segundo Pimenta, o impacto inicial das tarifas parece ter sido menos severo para o Brasil em comparação com outros países. No entanto, ele ressalta a importância de o governo brasileiro buscar negociações, especialmente nos setores de aço e alumínio, onde o país é um exportador significativo para os EUA.

O diretor da BMJ destaca a complexidade das relações comerciais internacionais e a necessidade de o Brasil se posicionar de forma ágil e estratégica diante das mudanças no cenário global.

Para o professor, as negociações em curso e a busca por novos mercados serão cruciais para minimizar os impactos negativos e maximizar as oportunidades emergentes para a economia brasileira.

Negociações e oportunidades

O especialista destacou que o governo brasileiro, através do Itamaraty e outros órgãos, já está em contato com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, para explorar possibilidades de negociação. “É necessário entender se há espaço para algum tipo de negociação, sobretudo em aço e alumínio”, afirmou Pimenta.

Além de lidar com os desafios impostos pelas tarifas, Pimenta também apontou potenciais oportunidades para o Brasil. Ele mencionou a possibilidade de o país expandir sua presença no mercado asiático, especialmente no setor agrícola.

“Tem um outro mundo que se abre também, que é esse mundo da Ásia, possível aumento de exportações brasileiras, sobretudo do agro”, explicou.

O cenário atual exige uma abordagem estratégica por parte do Brasil. Pimenta sugere que o país deve focar em dois flancos principais: primeiro, buscar soluções para os setores afetados pelas tarifas americanas e, segundo, explorar novas oportunidades de mercado, particularmente na Ásia.

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