Taiwan faz simulação de resposta a desastres naturais e ameaças da China

O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, supervisionou nesta quinta-feira (27) os primeiros exercícios de defesa civil sob o recém-criado comitê de Resiliência de Defesa de Toda a Sociedade. Eles simularam como responder a um desastre de grande escala, como um tsunami ou ataques a infraestruturas críticas.

O exercício foi realizado na cidade de Tainan, no sul do país. O comitê de resiliência foi criado no ano passado para se preparar a como responder a desastres naturais ou outras emergências, como um ataque da China, que vê a ilha governada democraticamente como seu próprio território.

Falando aos participantes depois de assistir a algumas das operações, Lai disse que os exercícios envolveram cerca de 1.500 pessoas. Segundo ele, haverá mais no mês que vem.

“O objetivo é construir a resiliência da sociedade taiwanesa para lidar com grandes desastres naturais ou grandes acidentes que causam muitos ferimentos, ou mudanças geopolíticas regionais. Não ousamos deixar de nos preparar”, acrescentou.

“Como diz o ditado, é melhor prevenir do que remediar, e não devemos confiar na probabilidade de o inimigo não vir, mas na nossa própria prontidão para recebê-lo”, argumentou Lai.

“Esperamos que, por meio da força, não apenas dos militares, mas também da resiliência de toda a sociedade na defesa, possamos garantir a segurança de Taiwan e assegurar que a paz possa ser alcançada por meio da demonstração de nossa força”, concluiu.

Pouco depois do discurso de Lai, o Ministério da Defesa de Taiwan informou que a China realizou outra “patrulha conjunta de prontidão de combate” ao redor da ilha nesta quinta-feira com 28 caças, drones e outras aeronaves, bem como navios de guerra.

Os exercícios simularam cenários como um tsunami após um grande terremoto no mar e “explosões” em um terminal portuário de passageiros. Também houve treinamento de retirada de vítimas e transporte para centros de triagem, assim como montagem de postos de comando de resposta a emergências.

Sob as tendas, os “feridos” eram dispostos no chão e tratados, enquanto outros funcionários usavam grandes quadros brancos para registrar o atendimento recebido, quem havia “morrido” ou o nível dos ferimentos.

Embora os militares de Taiwan, que estão na linha de frente ajudando a lidar com desastres reais como terremotos, não estivessem diretamente envolvidos, as Forças Armadas emprestaram equipamentos para montar salas de cirurgia externas e outras instalações médicas.

Também participaram e assistiram aos exercícios os embaixadores dos Estados Unidos, da União Europeia, da Polônia e da Índia em Taiwan, além de outros diplomatas estrangeiros de alto escalão, incluindo os representantes de Reino Unido, Cingapura, Japão, Israel, Canadá e Austrália.

Taiwan fica em falhas geológicas ativas e é frequentemente atingida por terremotos e tufões, mas tem planos de desastre bem elaborados, o que significa que as vítimas são geralmente baixas.

Ainda assim, em 1999, um terremoto de magnitude 7,3 tenha matado mais de 2 mil pessoas.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Taiwan faz simulação de resposta a desastres naturais e ameaças da China no site CNN Brasil.

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