Tradição nordestina marca a peça “Quando o coco vira cocada”

Tradição nordestina marca a peça “Quando o coco vira cocada”

Após seis anos, a peça “O Coco que Vira Cocada Vira Roda” retorna aos holofotes do Festival de Curitiba em sua 33° edição. A reestreia do espetáculo ocorreu na manhã de quarta-feira (26) em Campina Grande do Sul, cidade da região metropolitana de Curitiba. A performance, que estava programada para acontecer na Praça Bento Munhoz da Rocha Neto, teve que ser transferida para a Escola Municipal José Eurípedes Gonçalves por causa do mau tempo. Mesmo com o imprevisto, a companhia As Panambis deu um show, explorando a riqueza cultural do Nordeste brasileiro por meio de músicas, tradições, danças e culinária local. 

A apresentação foi desfrutada pelos alunos da escola, que foram apresentados ao “Coco de roda” de uma maneira mais lúdica. Dessa forma, as crianças puderam conhecer essa dança, que é caracterizada por uma roda de dançarinos que acompanham um ritmo animado com palmas, batidas dos pés e instrumentos de percussão. Esse estilo cultural a partir de povos quilombolas e se entrelaçou com a cultura indígena no período colonial, ainda tendo fortes influências nos estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba. Além dela, foi apresentado a literatura de cordel, um gênero literário que se manifesta por versos, rimas e cantoria.

Em vários momentos, as atrizes interagiam com algumas crianças e as convocavam para desafios como, por exemplo, uma tentativa de dança de capoeira. Também vale destacar que a inclusão esteve em evidência no espetáculo, pois contou com a presença de uma intérprete de Libras. Ao final, foi feita uma roda com todos os presentes, para que as protagonistas das histórias realizassem uma performance empolgante, que cativou a atenção do público. Além disso, a peça fez jus ao nome! Foram distribuídas cocadas de vários sabores para a plateia.

“Foi mágico e importante ter feito o espetáculo com crianças, pois geralmente ele é voltado para um público adulto, apesar de ter classificação indicativa livre”, ressaltou a atriz Zany Nascimento. Ela completou dizendo que a interação das crianças proporcionou uma energia maravilhosa e agradeceu pela chuva ter propiciado esse momento único. Já a diretora de montagem, Cíntia Travassos, afirmou que o maior desafio para um artista de rua é a falta de apoio financeiro, pois as pessoas dão mais visibilidade ao teatro tradicional, marginalizando, assim, o artista de rua.

Nesse sentido, a companhia vive de doações para conseguir cenário, figurino e outros recursos. Cíntia enfatizou que, graças à Lei Aldir Blanc, que fomenta a cultura no país, compraram um microfone. Além disso, a diretora também agradeceu ao Festival de Curitiba, que deu suporte técnico ao grupo, com uma aparelhagem de som mais eficiente.

Serviço:

“O Coco que vira cocada vira roda”

Fringe – 33° Festival de Curitiba

Datas:

27/03 – Praça Osório, 14h

28/03 – Praça Santos Andrade, 14h

29/03 – Praça Generoso Marques, 14h

Gênero: Comédia 

Classificação: Livre

Origem: Rio de Janeiro, Brasil

Duração: 40 minutos

Ingressos: Gratuitos

Colaboração: Natan Favoretto, aluno UP

Adicionar aos favoritos o Link permanente.