Celebrando os 100 anos do vampiro mais querido de Curitiba

Celebrando os 100 anos do vampiro mais querido de Curitiba

A peça, que celebra os 100 anos de Dalton Trevisan, o “vampiro de Curitiba”, formou uma fila que começou às 17h30 e quase contornou o teatro antes da distribuição dos ingressos, trazendo uma proposta inovadora, onde o público acessa o teatro pelo próprio palco.

Apresentada nesta quinta-feira (27), o espetáculo se desenvolve como se cada ator sugerisse uma forma de encenação, com músicas, jogos de luzes e projeções que dão vida aos contos e correspondências do escritor.

As histórias encenadas representam a tristeza e alegria de ser mulher e curitibana. A
aposentada da Secretaria Municipal de Saúde Marina Alves, percebeu esse retrato da realidade
feminina: “Achei maravilhoso que fala muito sobre a mulher, a vivência e a história de cada
mulher que é sofrida e às vezes muito divertida também”.

Até mesmo um dos atores comentou, no meio da representação, que os finais dos contos são muito trágicos, enquanto uma atriz afirmou que essa é, muitas vezes, a realidade da nossa sociedade. Curitiba também é protagonista e cenário dos contos de Dalton, fazendo-se presente em toda a exibição, com referências a pontos turísticos e pequenas casas da cidade.

Dalton Trevisan foi o maior contista de Curitiba, com obras reconhecidas e aclamadas, como ‘O Vampiro de Curitiba’, o que lhe conferiu o apelido de “vampiro”. Ele foi premiado com os prêmios Jabuti e Camões. Desde os anos 1970, Dalton evitava entrevistas e se mantinha recluso, com poucas fotos raras suas circulando pelas ruas de Curitiba.

Além de escritor, Dalton se aproximou muito do teatro, com tentativas de textos teatrais. Antes de falecer em 2024, o contista autorizou a produção da peça e deu nome a ela. A diretora Nena Inoue afirmou que, após a morte de Trevisan, o processo de construção continuou o mesmo, com pesar, é claro, mas o que realmente mudou foi a visão do público sobre o espetáculo, que passou a apreciá-lo ainda mais.

Nena se considera próxima de Dalton, unidos pelo teatro, e lamenta seu falecimento, mas acredita que ele continua vivo nos livros, nesta apresentação e em todas as pessoas que conhecem e se interessam por suas obras.

Serviço

Data: 26 e 27 de março (encerrado)

Hora: 20h30

Local: Teatro Guairinha

Gênero: Contemporâneo

Classificação: 14 anos

Colaboração: Flávia Rodrigues, aluna UP

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